וְעָבַ֨ר עָלָ֧יו רֽוּחַ־קִנְאָ֛ה וְקִנֵּ֥א אֶת־אִשְׁתּ֖וֹ וְהִ֣וא נִטְמָ֑אָה אֽוֹ־עָבַ֨ר עָלָ֤יו רֽוּחַ־קִנְאָה֙ וְקִנֵּ֣א אֶת־אִשְׁתּ֔וֹ וְהִ֖יא לֹ֥א נִטְמָֽאָה: וְהֵבִ֨יא הָאִ֣ישׁ אֶת־אִשְׁתּוֹ֘ אֶל־הַכֹּהֵן֒ וְהֵבִ֤יא אֶת־קָרְבָּנָהּ֙ עָלֶ֔יהָ עֲשִׂירִ֥ת הָֽאֵיפָ֖ה קֶ֣מַח שְׂעֹרִ֑ים לֹֽא־יִצֹ֨ק עָלָ֜יו שֶׁ֗מֶן וְלֹֽא־יִתֵּ֤ן עָלָיו֙ לְבֹנָ֔ה כִּֽי־מִנְחַ֤ת קְנָאֹת֙ ה֔וּא מִנְחַ֥ת זִכָּר֖וֹן מַזְכֶּ֥רֶת עָוֹֽן: וְהִקְרִ֥יב אֹתָ֖הּ הַכֹּהֵ֑ן וְהֶֽעֱמִדָ֖הּ לִפְנֵ֥י יְהוָֹֽה: וְהִקְרִ֥יב אֹתָ֖הּ הַכֹּהֵ֑ן וְהֶֽעֱמִדָ֖הּ לִפְנֵ֥י יְהוָֹֽה: וְלָקַ֧ח הַכֹּהֵ֛ן מַ֥יִם קְדשִׁ֖ים בִּכְלִי־חָ֑רֶשׂ וּמִן־הֶֽעָפָ֗ר אֲשֶׁ֤ר יִֽהְיֶה֙ בְּקַרְקַ֣ע הַמִּשְׁכָּ֔ן יִקַּ֥ח הַכֹּהֵ֖ן וְנָתַ֥ן אֶל־הַמָּֽיִם: וְהֶֽעֱמִ֨יד הַכֹּהֵ֥ן אֶֽת־הָֽאִשָּׁה֘ לִפְנֵ֣י יְהוָֹה֒ וּפָרַע֙ אֶת־רֹ֣אשׁ הָֽאִשָּׁ֔ה וְנָתַ֣ן עַל־כַּפֶּ֗יהָ אֵ֚ת מִנְחַ֣ת הַזִּכָּר֔וֹן מִנְחַ֥ת קְנָאֹ֖ת הִ֑וא וּבְיַ֤ד הַכֹּהֵן֙ יִֽהְי֔וּ מֵ֥י הַמָּרִ֖ים הַֽמְאָֽרְרִֽים: וְהִשְׁבִּ֨יעַ אֹתָ֜הּ הַכֹּהֵ֗ן וְאָמַ֤ר אֶל־הָֽאִשָּׁה֙ אִם־לֹ֨א שָׁכַ֥ב אִישׁ֙ אֹתָ֔ךְ וְאִם־לֹ֥א שָׂטִ֛ית טֻמְאָ֖ה תַּ֣חַת אִישֵׁ֑ךְ הִנָּקִ֕י מִמֵּ֛י הַמָּרִ֥ים הַֽמְאָֽרְרִ֖ים הָאֵֽלֶּה: וְאַ֗תְּ כִּ֥י שָׂטִ֛ית תַּ֥חַת אִישֵׁ֖ךְ וְכִ֣י נִטְמֵ֑את וַיִּתֵּ֨ן אִ֥ישׁ בָּךְ֙ אֶת־שְׁכָבְתּ֔וֹ מִבַּלְעֲדֵ֖י אִישֵֽׁךְ:
“e o espírito de ciúmes vier sobre o marido, e ele tiver ciúmes de sua mulher, por ela se haver contaminado, ou se ele tiver ciúmes, mesmo que ela não tenha se contaminado,
Números 5:14-20
então esse homem levará a sua mulher ao sacerdote, juntamente com a sua oferta por ela: dois litros de farinha de cevada, sobre a qual não derramará azeite, nem sobre ela porá incenso, pois é oferta de cereais por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniquidade à memória.
— O sacerdote levará a mulher para a frente e a colocará diante do Senhor .
O sacerdote colocará um pouco de água santa num vaso de barro; também pegará do pó que houver no chão do tabernáculo e o colocará na água.
Apresentará a mulher diante do Senhor e soltará a cabeleira dela; e lhe porá nas mãos a oferta memorativa de cereais, que é a oferta de cereais por ciúmes. A água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do sacerdote.
O sacerdote fará com que a mulher jure, dizendo-lhe: “Se ninguém teve relações com você, e se você não se desviou para a impureza, estando sob o domínio de seu marido, você será livre destas águas amargas, que trazem maldição.
Mas, se você se desviou, quando sob o domínio de seu marido, e se contaminou, e algum homem, que não é o seu marido, teve relações com você…”
A porção da Torá desta semana contém o mandamento da Sotah, a esposa que é acusada de adultério. Há uma cerimônia bastante envolvente que é realizada quando um marido que suspeita que a esposa tenha cometido adultério e a acusa formalmente perante o Cohen.
Os Rishonim nos explicam que a cerimônia da Sotah é concebida por Hashem para nunca ser realizada. Um tratado inteiro do Talmude é dedicado à cerimônia da Sotah. O problema é que a cerimônia da Sotah é tão dura que não é possível chegar a uma boa conclusão se a cerimônia for realizada.
Se um marido tiver tanto ciúme a ponto de arriscar a morte da sua esposa invocando a cerimônia, então, independentemente do resultado, o casamento está acabado. Por outro lado, uma esposa que cometeu adultério enfrenta a morte certa com a cerimônia, por isso, se ela cometeu adultério, o casamento está acabado. Se a esposa não tiver, de fato, cometido adultério, o ciúme do marido é tão grande que, na realidade, o casamento está acabado. Não há um bom resultado possível da cerimônia. Se for invocado, o casamento está acabado.
É de fato o dever do Sábio, Rabino, ou Cohen, convencer o marido a não invocar a cerimônia. Se existe alguma esperança de conciliar o casamento, nenhuma das partes pode insistir na cerimônia da Sotah. A reconciliação do casamento é o objetivo final. Tendo isto em mente, ambas as partes devem concordar em não invocar a cerimônia da Sotah. Este acordo pode ser um primeiro passo para a reconciliação. Shabbat shalom.