וְנָֽתַתָּ֖ אֶל־הָֽאָרֹ֑ן אֵ֚ת הָֽעֵדֻ֔ת אֲשֶׁ֥ר אֶתֵּ֖ן אֵלֶֽיךָ: וְעָשִׂ֥יתָ כַפֹּ֖רֶת זָהָ֣ב טָה֑וֹר אַמָּתַ֤יִם וָחֵ֨צִי֙ אָרְכָּ֔הּ וְאַמָּ֥ה וָחֵ֖צִי רָחְבָּֽהּ: וְעָשִׂ֛יתָ שְׁנַ֥יִם כְּרֻבִ֖ים זָהָ֑ב מִקְשָׁה֙ תַּֽעֲשֶׂ֣ה אֹתָ֔ם מִשְּׁנֵ֖י קְצ֥וֹת הַכַּפֹּֽרֶת: וַֽ֠עֲשֵׂ֠ה כְּר֨וּב אֶחָ֤ד מִקָּצָה֙ מִזֶּ֔ה וּכְרוּב־אֶחָ֥ד מִקָּצָ֖ה מִזֶּ֑ה מִן־הַכַּפֹּ֛רֶת תַּֽעֲשׂ֥וּ אֶת־הַכְּרֻבִ֖ים עַל־שְׁנֵ֥י קְצוֹתָֽיו: וְהָי֣וּ הַכְּרֻבִים֩ פֹּֽרְשֵׂ֨י כְנָפַ֜יִם לְמַ֗עְלָה סֹֽכְכִ֤ים בְּכַנְפֵיהֶם֙ עַל־הַכַּפֹּ֔רֶת וּפְנֵיהֶ֖ם אִ֣ישׁ אֶל־אָחִ֑יו אֶ֨ל־הַכַּפֹּ֔רֶת יִֽהְי֖וּ פְּנֵ֥י הַכְּרֻבִֽים: וְנָֽתַתָּ֧ אֶת־הַכַּפֹּ֛רֶת עַל־הָֽאָרֹ֖ן מִלְמָ֑עְלָה וְאֶל־הָ֣אָרֹ֔ן תִּתֵּן֙ אֶת־הָ֣עֵדֻ֔ת אֲשֶׁ֥ר אֶתֵּ֖ן אֵלֶֽיךָ:
E porás na arca o testemunho, que te darei. E farás uma tampa de ouro puro com um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de largura. Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido o farás, nas duas extremidades na tampa da arca. E faça um querubim em uma extremidade, e o outro, na outra extremidade. Farás os querubins nas duas extremidades de modo que formem uma só peça com a tampa. Os querubins devem ter suas asas estendidas para cima, cobrindo a tampa da arca com suas asas e tendo suas faces voltadas um para o outro e para a tampa. Assim serão as faces dos querubins. E colocarás a tampa sobre a arca, e dentro da arca porás o testemunho, que eu te darei.
Êxodo 25:16-2
A porção da Torá desta semana contém instruções bastante detalhadas sobre a construção do Mishkan. Foram dados detalhes sobre a construção da Arca da Aliança, e quais materiais e processos seriam usados nessa construção. HaShem nos ordena a respeito da obra de arte na Arca da Aliança, bem como a respeito do Santo dos Santos e do próprio Mishkan. Embora essas instruções não possam ser consideradas completas, os detalhes envolvidos são bastante impressionantes.
Com muita frequência nesses tempos modernos, brincamos com a frase, “D’us não é um D’us de religião”. E ainda assim, é obvio, pela porção da Torá dessa semana, que HaShem é muito interessado nos detalhes. Se HaShem não se interessasse em religião, por que todos esses detalhes estão listados na Torá como instruções que temos de seguir? Para muitos, isso pode ser uma questão muito problemática.
Na verdade, a resposta está contida nas Escrituras, não apenas nessa porção da Torá, mas também em muito da Torá propriamente dito. HaShem está interessado em religião. Ele está interessado nos detalhes. HaShem nos diz, explicitamente, para fazermos as coisas de uma certa maneira. Esta é a verdadeira definição de religião, fazer as coisas que HaShem nos disse para fazer e da maneira que Ele quer que elas sejam feitas. Se escolhermos não atuar da maneira que HaShem nos instrui, então o que fizermos será considerado passul (inválido). Se escolhermos não prestar atenção em como HaShem nos instrui a fazermos as coisas, estaremos, de fato, desprezando o D’us de Israel. Nós estaremos dizendo que HaShem não é importante o bastante para prestarmos atenção aos detalhes de suas instruções. Esse é o significado do terceiro mandamento do Dibraya, de não tomar o Nome de HaShem em vão ou casualmente. Se não nos importamos o bastante com o que HaShem nos disse pra fazer e sobre a maneira que Ele quer que façamos, será que amamos a HaShem com todo nosso coração, toda nossa alma e com toda as nossas forças? Não apenas devemos amá-lo mais, quero dizer, com a intenção e a mentalidade certa, mas devemos amar HaShem com todas as nossas forças, seguindo a religião de HaShem e fazendo o que Ele nos disse para fazermos e da maneira que Ele quer que façamos. Shabat Shalom.